História da pequena Isadora

MÃES LEOAS , LUTE PELOS SEUS FILHOS.

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sábado, 28 de maio de 2016

Olá Pessoal.

Minha experiência com a Síndrome de Kawasaki começa em uma segunda-feira dia 28/03/2016.

Tudo começou com a minha filha Isadora de sete anos com febre. Era uma febre muito alta de 39°c até 41°c, onde antitérmicos não era possível contê-la, na quarta-feira resolvi levá-la ao médico, ele a examinou não encontrou nada de anormal no exame físico, então pediu que retornasse para casa e esperasse mais um pouco, para ver se aparecia algum foco. Ficou quinta-feira e sexta-feira com febre e não tinha aparecido nada.

Na sexta levei novamente ao médico, pois estava preocupada, ela não tinha mais nenhum sintoma além da febre então o médico resolveu pedir alguns exames: hemograma, urina, fezes e PCR. No sábado de manhã levei ela ao laboratório, fiz os exames e consegui pegar os resultados no mesmo dia, levei ao médico, mas para aumentar a minha angustia ainda mais os exames estavam todos normais, só o PCR com alteração leve. Retornamos para casa e fiquei a observar.

Isadora passou o dia bem, mas durante a noite por volta das 01h00min da manhã ela começou a apresentar vômitos e dor abdominal fortíssima, algumas horas depois sem ter sinal de melhora conversei com o médico e expliquei a situação e ele pediu para medicá-la com Buscopam e Plasil. Sem melhoras levei ela ao pronto socorro da minha cidade, nesse período ela já estava muito desidratada, e começou a aparecer manchas tipo placas pelo corpo, e era mais intensa nas regiões das áxilas e tronco, pés e mãos. Ela já estava tão fraquinha que não conseguia abrir nem os olhinhos, começou também os lábios ficarem bem avermelhados inchados e ressecados.

Na avaliação do médico ele começou a suspeitar de dengue ou zica . Foi feito soro fisiológico, dipirona e Plasil na veia, esperaram um pouco, e ela estava mais hidratada, fomos orientados a retornar para casa, e no outro dia encaminha ela ao PSF para ser feito um exame de sorologia para dengue. Já na segunda-feira ela parecia estar pior para meu desespero, não conseguia nem ficar de pé. Cheguei ao PSF e o médico ao examina lá me encaminhou direto para o hospital, porque estava muito desidratada. Cheguei ao hospital novamente ela foi mais uma vez medicada e ficou em observação até as 18h00min ela estava com olhos bem vermelhos então os médicos resolveram interná-la.

Com a graça de Deus havia uma médica pediatra de sobre aviso e ao chegar para avaliar a minha filha, ela foi pedindo exames de sangue, raios-X e uma ultrassonografia. Ela foi internada por essa pediatra as 21h00min da segunda feira dia 05/04/2016. No dia seguinte as 06h00min da manhã foram coletados os exames de sangue e encaminhada para fazer o ultrassom de abdômen, no ultrassom não teve nenhuma alteração.

As 10h00min da manhã a médica chegou ao quarto e começou a conversar comigo, perguntou se eu poderia levar Isadora em um cardiologista, pois ela suspeitava de Síndrome de Kawasaki e essa doença acometia o coração e eu iria para fazer um ecocardiograma.

Levamos Isadora, e no exame do eco o médico encontrou uma alteração que foi passado somente para médica. Retornamos do exame, e a médica veio conversar conosco ela falou que os exames de Isa estavam todos alterados e o eco também, e que a suspeita tinha se confirmado ,que era a síndrome, e que eu teria que me deslocar para uma cidade com mais recursos onde tinha um suporte para atender Isadora caso precisassem, e onde tinha a medicação que ela precisava.

Montes claros era a cidade mais próxima a 240 km, e o meu pesadelo só estava começando. A médica solicitou a vaga na Santa Casa de Montes Claros, e o Samu pra a transferência de Isadora. As 22h00min mais ou menos conseguimos a vaga e o transporte, saímos do hospital de Taiobeiras as 23h00min e chegamos à Santa Casa as 02h00min da manhã. Chegando lá o médico nos avisou que não tinha vaga e que teríamos que ficar no corredor a espera de um leito na enfermaria pediátrica. Ficamos no pronto socorro até as 12h00min de quarta feira sem atendimento nenhum. Graças a Deus, Isadora estava estável e bem tranquila.

Resolvi ir conversar com a médica e cheguei a chorar para que ela internasse a minha filha, para que pudesse solicitar a medicação necessária para ser feita o mais breve possível. A médica muito atenciosa, graças a Deus, internou Isadora e logo de imediato foi solicitada a avaliação da médica cardiologista pediátrica e a medicação imunoglobulina humana foi informada que já estava sendo providenciada, mas que demoraria mais de 72 horas para chegar. Na quinta-feira foi feito novos exames e a amilase já estava de 1700U/L e a lípase de 1500U/L eu já estava tão desesperada que já não sabia como pedir a Deus para cuidar da minha filha, na quinta-feira mesmo ela foi avaliada pela cardiologista, onde não viu alteração no ecocardiograma, e a mesma me informou que Isadora iria retornar a Taiobeiras para ser medicada na cidade de origem.

Questionei a médica, que como poderia voltar com Isadora para um lugar que não tinha estrutura para atender a minha filha (pois em Taiobeiras não tem CTI infantil) e ela poderia precisar. Falei que da Santa Casa eu não sairia e que ninguém me tirava de lá, enquanto a minha filha não estivesse boa. Retornamos para o pronto socorro e logo fui informada que a medicação de Isadora a imunoglobulina não ia ser liberada pela Santa Casa, pois a medicação era de alto custo e que a minha cidade tinha recurso para comprá-la.

Aquele pesadelo parecia não ter fim, liguei para meu marido e contei o que estava acontecendo, começamos a ligar para todas as pessoas que conhecíamos para que pudesse nos ajudar. Isso já era quinta-feira, 17h00min horas e tínhamos que correr contra o tempo, pois Isadora tinha que tomar a medicação até na sexta-feira. Já não conseguia pensar em mais nada, Isadora já não alimentava mais e a sua boca estava toda lesionada por dentro, tinha perdido 3 kg. O meu desespero só aumentava, passei a noite inteira acordada e rezando pedindo a Deus uma luz.

Na sexta de manhã conversei com uma amiga que me orientou a ir à promotoria, esperei até umas 10:00 horas da manhã pedir um laudo para médica, e o guardei. Veio nessa manhã uma enfermeira da superintendência regional de saúde conversar comigo ela estava bastante irritada e gritava me pedindo para que eu parasse de ligar para ao secretário de saúde da minha cidade, pois ele estava a perturbando muito para ela liberar a medicação para minha filha.

Ali vi que não tinha jeito, tinha que ir na promotoria pois era o única forma  de conseguir a medicação. Chegando à promotoria conversei com a secretária que já me encaminhou para o promotor onde implorei, supliquei pra que eles conseguissem essa medicação para minha filha, pois eles eram minha única esperança. Eles pediram pra que eu retornasse para Santa Casa que eles iam tentar resolver essa situação. As 16h00min horas retornei para o hospital. Isadora tinha ficado com minha prima elas já não estavam mais no pronto socorro, tinham encaminhado Isa para enfermaria pediátrica e as 18h00min horas recebi a grande notícia que a medicação de Isadora Dias de Oliveira havia sido liberada e que começaria a administrar as 23h00min horas da sexta feira.

Senti Deus me abraçar naquele momento. Então as 23h00min horas daquele dia foi administrada a imunoglobulina humana, a administração durou cerca de 12 horas e ela não teve nenhuma reação. Com três dias da administração do medicamento foi feito novos exames a amilase estava regredindo em 845U/L e a lípase em 1100U/L. Foi feito uma tomografia de abdômen total e tudo normal.

Na sexta-feira dia 15/04/216 minha Isadora recebeu alta hospitalar e retornamos para casa com ela quase recuperada usando apenas AAS 100mg por dia, com prescrição para acompanhamento com cardiologista pediátrico e ecocardiograma. No dia 24/04/2016 repetimos os exames de sangue que já estavam com amilase de 222U/L e a lípase de 480U/L quase todos normais. Ela terá consulta com cardiologista e ecocardiograma dia 07/06 e 08/06. Retorno para contar para vocês o que aconteceu e os resultados dos exames.  

Quero agradecer a todas as pessoas que de alguma forma nos ajudou nessa batalha. L. P., Dr. A., Dr. A., Dra. M. N., J. B. prefeito, Dr. E. secretário de saúde, Dra. C. da Santa Casa, Dra. L., Dr. J., minha prima L. e E., M., M. C., D. G. e todos os amigos e conhecidos que estão em oração pela vida de minha filha.    

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Obrigada.

Autora Rosimeyre

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